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28 junho 2017

10 Graves sintomas da obsessão espiritual - Site Mensagem Espírita

 
10 GRAVES SINTOMAS DA OBSESSÃO ESPIRITUAL


Esse é um assunto delicado que requer atenção e quebra de pré conceitos.

Ninguém está livre de ataques energéticos, todos nós vez ou outra nos deparamos com situações em nossas vidas que realmente não conseguimos entender e muito menos resolver.

Ás vezes parece que quanto mais lutamos contra uma situação ruim, pior ela fica. Entramos em conflitos internos e externos e muitas vezes nos damos por vencidos em certas áreas de nossas vidas.

A obsessão espiritual é algo que realmente existe, pode ocorrer por meio de espíritos desencarnados, mas também com desafetos dessa vida, pessoas encarnadas do seu passado que insistem em manter um vínculo energético negativo, de mágoa, rancor, inveja e ressentimento.

Alguns sintomas são bem típicos de obsessões e ninguém passa por essa vida sem ter tido ao menos uns dois sintomas desses, porém o que determina a permanência ou não de obsessores é o comportamento e entendimento de cada um.Uma pessoa amorosa, que sente compaixão pelo próximo e não tem problemas em perdoar, consegue se livrar mais facilmente de ataques de obsessores.

Já uma pessoa agressiva e magoada tende a alimentar obsessões por longos períodos na vida.

Seguem alguns sintomas de obsessão quando já instalada. Fique atento, mas também entenda que existe solução, existe alívio e cura. O bem e a positividade sempre serão mais fortes!

1 – Sensibilidade aumentada e choro compulsivo

Parece que as pessoas estão mais agressivas ou com mais atenção aos seus erros. Antes se alguém te desse uma patada, você revidava ou simplesmente não dava importância. Agora você se sente perseguido e maltratado. Chora, na maioria das vezes à noite e quando tenta desabafar com alguém, muitas vezes acham que é frescura sua e você não deve se importar. Isso te deixa mais triste ainda e com a sensação que ninguém se importa com você e seus sentimentos. Sempre vem na cabeça a ideia de que ninguém se importa com você, que se você morresse ou sumisse, ninguém se importaria.

Fique atento, essa ideia de que você não tem valor não é sua!

2 - Vida financeira destruída

Desemprego, ou emprego com um salário que não dá pra quase nada e te deixa frustrado. Dívidas que aparecem do nada, quando entra um pouco de dinheiro, logo aparecem gastos inesperados e a esperança de uma vida melhor vai indo embora aos poucos.

Obsessores atacam muito a vida financeira pois sabem que as preocupações com dívidas, moradia e sobrevivência são extremamente dolorosas e desgastantes.

3 – Relacionamentos Conturbados

Ciúmes, brigas, desconfianças, traições, mágoas e em casos mais graves até agressões. Após crises explosivas parece que a pessoa que agrediu estava fora do corpo sendo comandada por alguém. Períodos de paz se instalam, mas as brigas e desentendimentos nunca deixam de aparecer.

4 - Agressividade

Ausência total de paciência com as pessoas próximas. Vontade de mudar a forma de ser de algumas pessoas, de falar verdades na cara sem ter medo de magoar ou ferir. Ausência de compaixão pelo próximo e o sentimento crescente de que ninguém merece confiança, pois todos são falsos e hipócritas. Gostam de dizer sempre a frase, sou sincero e falo na cara, quando na realidade são totalmente cruéis e sem nenhuma educação. Ao magoar o outro, por mais fraco que o outro pareça, o agressor cria um vínculo negativo,atrai para si somente a negatividade.

Pense muito antes de jogar verdades na cara de alguém ou postar ofensas e indiretas, o mesmo constrangimento que você vai causar no outro, retornará para você amanhã. Os juros cobrados pela lei do retorno são muito altos, não vale a pena pagar.

5 – Julgar os outros e se sentir vítima

Obsessores atuam colocando as manias, desconfianças e compulsões exageradas em suas mentes. O obsessor coloca a ideia na sua vítima de que ela carrega o mundo nas costas e que se ela não interferir em tudo, nada dará certo. Existe muita dificuldade em confiar em todos, e a vitima observa apenas os defeitos e falhas nas pessoas e não consegue achar nada positivo em ninguém. Nesse ponto o obsessor coloca a ideia de que sua vítima deve interferir na vida dos outros, criticar, excluir quem não se encaixa em seu meio,religião, trabalho e sua família.

6 - Se envolver em fofocas

As fofocas sempre começam de forma inocente e são justificadas e defendidas pelos fofoqueiros. Muitas vezes começam com frases do tipo: – Vou te dar um “toque a respeito do fulano” ou “fica esperto com o fulano”….

O ambiente de trabalho é o lugar onde mais podemos observar esse tipo de comportamento. Muitas teorias totalmente enganosas e mentirosas que causam verdadeiro mal estar são disseminadas diariamente por fofoqueiros nas empresas.

Quem de nós nunca trabalhou em um ambiente tóxico onde o fofoqueiro mantinha muitos reféns sob seu comando maléfico, pois obsessores sabem o quanto somos sugestionáveis, no ambiente de trabalho.

Presenciei um caso onde uma gerente chegou certa manhã de cara fechada no trabalho, pois estava com dor de dente e dor de cabeça, mas como tinha uma reunião importante, foi trabalhar mesmo passando mal, pois tinha tarefas que não podiam esperar. Ao passar pelos funcionários de cabeça baixa e sem cumprimentar ninguém, causou uma grande impressão errada e diversas teorias absurdas se formaram durante o dia, até uma funcionária muito sugestionável a maldade se convencer loucamente que a chefe estava com raiva dela e a demitiria naquele dia.

A gerente passou o dia na sala dela em conferências e não falou com ninguém. Isso foi suficiente para uma série de confusões e fofocas maldosas se instalarem.

Apenas um funcionário desequilibrado e medroso, abriu o ambiente para obsessores que já encontraram outros com vibrações baixas e instalaram um clima de terror na empresa.

Observei que as teorias descabidas corriam solto a respeito da cara fechada da gerente, mas em nenhum momento ninguém pensou que ela poderia estar com um problema só dela e que não queria compartilhar com ninguém naquele momento.

A funcionária sugestionável acabou passando mal o dia todo achando que ia ser demitida, pois o fofoqueiro não gostava dela e se aproveitou para torturá-la e criar um clima desfavorável. Outros acabaram achando que haveria uma grande corte de despesas e mais funcionários seriam demitidos.

A gerente acabou saindo mais cedo para ir ao dentista, estava realmente passando mal e percebi que o rosto até estava um pouco inchado. Os funcionários não perceberam esse detalhe, pois estavam ocupados de mais com a teoria de demissões.

Fiquei alguns dias nessa empresa, pois eu iria ministrar um treinamento. Tive a oportunidade de observar que no dia seguinte a gerente chegou e já estava bem, havia sido medicada e chegou cumprimentando a todos normalmente.

Observei que o fofoqueiro mestre foi ao encontro dela ansioso para saber o que havia acontecido no dia anterior. Fiquei impressionada ao observar a decepção no rosto dele ao saber que ninguém seria demitido, nada de ruim iria acontecer, a chefe apenas tinha tido uma forte dor de dente.

A funcionária sugestionável acabou faltando naquele dia, havia passado mal de tanto medo e nervoso por causa das fofocas. Fique atento, muitas vezes sentimos medos sem fundamentos, odiamos pessoas por ouvirmos falar coisas a respeito delas e não paramos para ver os fatos como eles realmente são. Passar a fofoca adiante, ficar na platéia assistindo os outros se prejudicarem e sentir prazer ao ver a loucura alheia também é um comportamento tóxico. Se você simplesmente não quer se meter, afaste-se, não seja lenha da fogueira de ninguém!

7 – Ver vultos, ouvir barulhos estranhos em casa, sentir angústias e pensamentos negativos que vem de repente.

Nem todos os alertas que recebemos são nossa intuição. Nossa intuição nos defende de situações de perigo ou nos levam a situações positivas. Se você está com uma série de problemas na sua vida, sem dinheiro para nada, lar conturbado, problemas de saúde, sua intuição provavelmente nem está funcionando. Ver vultos, ouvir vozes que ninguém mais ouve e receber alertas exagerados de mágoa e raiva sobre determinadas pessoas é sinal de obsessão.

Sua intuição não vai te dizer pra ir saber se a pessoa que te magoou está falando mal de você para alguém. Fique atento, faça orações e tratamento para desobsessão.

8 – Vício

Você nem quer comer mais um pedaço de pizza, mas está tão bom… Passou um dia horrível no trabalho e sabe que sua cabeça não vai te deixar em paz se não tomar uma dose de Whisky para relaxar(e isso acontece no mínimo 4x por semana)… Aquelas lembranças são dolorosas demais para aguentar de cara limpa… Ou o prazer só vem com o uso de algumas substancias… entre outros pensamentos esses são alguns colocados por obsessores para manter suas vítimas no vício.

Mas como o vício gera dependência e afeta o metabolismo do corpo, além de um trabalho de desobsessão é necessário um companhamento de especialistas para ajudar na cura.

9 – Sua vida mudou de forma inexplicável após a morte de alguém

Uma determinada pessoa da sua família ou próxima faleceu e sua vida logo depois começou a dar errado.

Uma série de pequenos azares e infortúnios começaram a aparecer de forma inexplicável. Fique atento, orações para a alma do falecido são bem vindas nesse caso, entre outros procedimentos de desobsessão.

10 – Doenças recorrentes

Infecções, pequenos procedimentos cirúrgicos, remédios que não fazem efeito, alergias, problemas respiratórios. Enfim, hospitais e laboratórios são sua rotina.
Sentimentos de vitimismo e exigir que os outros compreendam e te ajudem também estão presentes nesses casos.
Alguns idosos costumam usar doenças para aprisionar a família toda em sua carência. Fique atento.

Como enxergar melhor os sintomas?

Fique atento a idéias torturantes a se fixar.
Quando sentimos forças interferindo no processo mental.
Quando se verifica a vontade sendo dominada.
Quando se experimenta inquietação constante.
Quando se sente desequilíbrio espiritual.

Quais são as consequências a longo prazo?

Desordens patológicas (doenças)
Loucura
Morte Física

O que você deve entender sobre obsessão? É um mal que existe, mas também tem solução.
Sim existe cura, sim existe saída, sim existe saúde, prosperidade, relacionamentos saudáveis.

Você não deve ter medo, culpa ou qualquer tipo de desespero. A saída é um pouco trabalhosa, mas pense que você merece ser feliz e viver bem.

A positividade é infinitamente maior e mais forte do que a negatividade, uma vez que você aprende a se proteger, nada te impedirá de ter uma vida saudável e feliz.

Não participe de fofocas, perdoe sempre que possível, não julgue e não maltrate ninguém, pois essas atitudes abrem portas para energias tóxicas.

Que Deus te abençoe sempre!



27 junho 2017

Tatuagens estigmatizam a alma? - Jorge Hessen

 

TATUAGENS ESTIGMATIZAM A ALMA?



Uma leitora narrou-me o seguinte: “meu noivo tem tatuados desenhos exóticos, como a “caveira”, “Capitão Gancho”, “morte”, “deuses da mitologia nórdica” e “símbolos de bandas Death Metal”. Sei que tais emblemas o representam, pois que ele venera essas coisas. Acho de mau gosto, estranhos e um tanto "patológicos". Entretanto é a opção dele. A escolha dele só a ele diz respeito”.

Você concorda comigo?

Explicamos para a nossa leitora que ante as regras morais do Espiritismo não há dispositivos para “danações infernais”.

Certamente, pela tatuagem a pessoa pode estar pronunciando algo de si mesma. Todavia e apesar disso, paradoxalmente, não cremos que as tatuagens retratem totalmente a índole e o caráter de alguém. Nada obstante conhecermos alguns modelos de tatuagens, com pretextos assombrosos que podem ser classificados (sem excomunhões) como censuráveis e inadequados para o cristão.

Ainda sobre o tema, outra leitora nos indagou: “a tatuagem é uma forma de arte no corpo? Se é uma arte deverá ser condenada?

Tenho uma tatuagem no braço de uma linda borboleta. Ela me representa inteiramente. A borboleta é considerada o símbolo da transformação, da felicidade, da beleza, da inconstância, da efemeridade da natureza e da renovação. Não posso crer que algo tão expressivo para mim possa ser pernicioso na minha vida no além-túmulo. O que você acha?

Explicamos que não identificamos argumentos de caráter rigorosamente útil o uso de quaisquer tatuagens, especialmente se a lesão imposta ao próprio corpo for por idolatria, vaidade e egocentrismo. Contudo, o uso de tatuagens não abafa as qualidades morais. Até porque ninguém pode penetrar na intimidade da consciência de alguém e saber o que aí ocorre.

Outro leitor escreveu: “meu corpo físico já é uma arte, em face disso não ousaria manchar-lhe! E vou mais adiante, quem teria audácia de rabiscar sobre as telas originais de um Vincent van Gogh, de Michelangelo, de Leonardo da Vinci ou de Pablo Picasso? Ora, a minha irmão me contradiz, argumentando que se o corpo é um templo, porque não decorar as paredes? Cada caso é um caso, e não se pode dizer que uma tatuagem é um rabisco em uma obra de arte. O corpo é uma obra de arte dada a nós como presente, sim, e não é uma tatuagem que irá tirar esse aspecto de obra de arte”. Me elucide aí, Jorge Hessen.

Aqui especificamente redargui que pelos ditames do livre arbítrio cada um responderá por si. Porém, lembremos que mesmo com toda tecnologia atual, uma tatuagem não é espontaneamente removível. Não há como desconhecermos que o corpo é o templo do Espírito e não nos pertence, portanto, é importante preservá-lo contra ofensivas que possam truncar a sua composição natural.

É difícil sabermos se haverá ou não mutilação perispiritual por causa das tatuagens. Embora saibamos que o perispírito seja lesado pelas anomalias de caráter, desequilíbrios emocionais, vícios físicos e mentais, rancores, pessimismos, ambição, vaidade desmesurada, luxúria, nem todos os tatuados se enquadram nesses desvios morais.

É verdade! Golpeia-se o perispírito todas as vezes que se prejudica o semelhante através da maledicência, da agressividade, da aventura extraconjugal, da violência de todos os níveis, da deslealdade. Deste modo, analisando por esse ângulo, as tatuagens afetam nada ou quase nada o perispírito.

As tatuagens que alguns indivíduos elaboram como forma de demonstrar carinho a exemplo de alguém que grava o nome do pai ou da mãe no corpo de modo discreto não trariam, acreditamos, os mesmos efeitos que ocorreriam com aqueles que se tatuam de modo resoluto, movimentados por anseios mais abrutalhados.

André Luiz registra que “os desencarnados podem, sob o ponto de vista fluídico, moldar mentalmente e de maneira automática, no mundo dos Espíritos, roupas e objetos de uso e gosto pessoal”. (1) Como se observa, é possível, embora deploremos, que um ser no além-túmulo permaneça condicionado aos vícios, modismos e tantas outras coisas inúteis da sociedade terrena.

Perante essas questões propostas, evocamos a lógica espírita que nos convida ao autoconhecimento, ao estágio do auto aprimoramento sob o patrocínio da liberdade responsável. Os Benfeitores espirituais recomendam o bom senso, a autoconfiança, a altivez, o equilíbrio e a busca incessante de Deus, que nos faculta contentamento e paz ao coração e à consciência, sem as penúrias de procurarmos alentos nas figuras e emblemas incrustrados na epiderme.

Referência bibliográfica:

[1] Xavier, Francisco Cândido. Nosso Lar, ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1955

Jorge Hessen

26 junho 2017

Dores e bênção - Joanna de Ângelis


DORES E BENÇÃO


Agradece a dor que te punge o corpo e a alma, pois que ela é bênção de Deus para o teu processo evolutivo.

Que seria do metal se não permitisse que a ardência do fogo lhe desse maleabilidade?

Qual a finalidade do toro de madeira que não sofresse a lâmina aguçada que o fere e arranca do seu imo instrumentos valiosos para a Humanidade?

Que seria da lama desagradável, se recusasse o calor do Sol que a transforma em tijolo, ladrilho, vaso útil?

Assim também, sucede com o ser humano, ante os desconfortos proporcionados pelo sofrimento, encarregado da modelagem do Espírito, aformoseando-o para transformá-lo em arcanjo sublime.

Nunca te rebeles, pois, contra a dor. Ela é a benfeitora desconhecida no processo de evolução dos seres. Deixa-se perceber, inicialmente, pelo mal-estar que proporciona, sem pressa no burilamento do ser humano candidato à plenitude.

Onde existe beleza, encontra-se o trabalho de harmonia, no qual se desdobraram páginas de renovação e desgaste, por meio do sofrimento.

Bendize essa amiga detestada por muitos, que somente se apresenta onde seja necessária para o aprimoramento interior do ser humano e a sua perfeição. Todos os seres a experimentam em variados graus de manifestação. No humano, quanto mais dilaceradora, maiores e expressivos são os benefícios que propicia.

A estrela que fulge é matéria em elevada combustão, consumindo-se em temperaturas elevadíssimas.

Se pretendes os patamares da sublimação, não te detenhas nos charcos da ilusão e da comodidade.

Aprende a ascender sob a injunção provacional que te seja imposta pela Vida como tributo ao teu processo de autoiluminação.

Ninguém pode ver as estrelas lucilantes se estiverem sob o manto de densa atmosfera.

O canto de elogio à dor não é masoquismo perturbador, mas exaltação ao mecanismo ideal para a superação dos instintos básicos que ainda predominam em a Natureza.

Há dores e dores!

A dor que lapida a pedra bruta tem o objetivo de aprimoramento, enquanto a dor da revolta faz-se empurrão para o abismo da loucura.

Todo aquele que preserva e busca viver o ideal superior experimenta, numa como noutra oportunidade, a luminosa presença do sofrimento que se transforma em vitória, no percurso por onde avança. Se te perguntarem por que os anjos amorosos permitem que sofras, responde que eles conhecem as razões de resgate dos acumpliciamentos com o crime, ora em recuperação. Se eles retirassem esse laurel de que se utiliza o réprobo, ei-lo na imaturidade seguindo sem rumo.

A dor é mão generosa que guia e braço forte que submete aqueles que necessitam de paz.

Sempre encontrarás razão lúcida para justificar o estilete cortante do sofrimento.

Conhecerás a autenticidade de alguém afeiçoado à verdade pelas condecorações dos sofrimentos experienciados.

* * *

Jesus não rejeitou a traição de Judas, nem a negação de Pedro, que O amavam.

Previu-as, sabia que sucederiam, e não os amou menos.

Abençoou os mais variados sofrimentos sabendo da ingratidão de muitos e, no entanto, a sós prosseguiu intemerato até o fim.

Aqueles que O seguiram com abnegação e fidelidade provaram a taça de fel e de amargura e deram-lhe a vida.

O Seu amor não exige que se sofra para amá-lO. Trata-se de uma consequência da própria decisão.

Enquanto o mundo favorece com mesquinhos resultados de breve duração, Ele proporciona inefável alegria sem tempo nem fim.

A matéria cumpre a elevada missão para a qual foi constituída: permitir que o espírito execute o ministério da plenitude. Aglutina-se e desagrega-se sob a ação da energia inteligente que a comanda. Contribui para o fim superior ou para complexos mecanismos de depuração.

Desde que encontraste o Mestre Galileu, percebeste singulares fenômenos dolorosos na tua existência. Muitos procuram-nO com a ilusão de libertar-se do aguilhão que se lhes encontra cravado nas carnes da alma. Nem sempre conseguem o anelo e é natural, porque, se lhes for retirado o instrumento ferinte, tombarão no fosso das paixões enlouquecedoras.

Na mediunidade dispões do conhecimento da verdade, na certeza da sobrevivência e nas inebriantes consolações para as aflições que te maceram.

Deves entender, no entanto, que a faculdade é portadora de metodologia santificante para o seu portador.

O denominado calvário dos médiuns realmente tem sentido, por ser via de superação da inferioridade moral.

Por meio dela penetrarás no mundo subjetivo e vivenciarás a vida espiritual que te fascinará, atraindo-te para fruí-la, desde agora, na roupagem orgânica.

Os tempos modernos e acomodatícios, ricos de indolência e futilidade, liberam divertimentos e prazeres variados, evitando testemunhos e devotamento afetivo.

Jesus pede fidelidade e doação, renúncia e abnegação.

Aprende a encontrar essas concessões quando sofras.

Serão fáceis de ser alcançadas, porque, no seu suceder, propiciam venturas e paz insuperáveis.

* * *

Fiel ao objetivo que abraças, não rejeites os testemunhos que te sejam impostos pelas Soberanas leis da Vida.

Aceita-os como qualificação para melhores resultados da tua empresa libertadora.

Acima e além, de quaisquer outras excogitações alegra-te, quando sofrendo, porque esse é o sinal de que estás na trilha certa, no caminho redentor.

Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 15 de fevereiro de 2017, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

25 junho 2017

Ódio e Obsessão - Emmanuel

 

ÓDIO E OBSESSÃO


Se uma criatura desencarna deixando inimigos na Terra é possível que continue perseguindo o seu desafeto. Isso é possível e quase geral, no capítulo das relações terrestres, porque, ...

se o amor é o laço que reúne as almas nas alegrias da liberdade, o ódio é a algema dos forçados, que os prende reciprocamente no cárcere da desventura.

Se alguém partiu odiando, e se no mundo o desafeto faz questão de cultivar os germens da antipatia e das lembranças cruéis, é mais que natural que, no plano_invisível, perseverem os elementos da aversão e da vindita implacáveis, em obediência às leis de reciprocidade, depreendendo-se dai a necessidade do perdão com o inteiro esquecimento do mal, a fim de que a fraternidade pura se manifeste através da oração e da vigilância, convertendo o ódio em amor e piedade, com os exemplos mais santos, no Evangelho de Jesus.

O ódio pode traduzir-se nas chamadas aversões instintivas, dentro das quais há muito de animalidade, que cada homem alijará de si, com os valores da auto-educação, a fim de que o seu entendimento seja elevado a uma condição superior.

Todavia, na maior parte das vezes, o ódio é o gérmen do amor que foi sufocado e desvirtuado por um coração sem Evangelho. As grandes expressões afetivas convertidas nas paixões desorientadas, sem compreensão legítima do amor sublime, incendeiam-se no íntimo, por vezes, no instante das tempestades morais da vida, deixando atrás de si as expressões amargas do ódio, como carvões que enegrecem a alma.

Só a evangelização do homem espiritual poderá conduzir as criaturas a um plano superior de compreensão, de modo a que jamais as energias afetivas se convertam em forças destruidoras do coração.

Fontes: Livro: "O Consolador", de Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier

24 junho 2017

Reencarnação e Justiça - Momento Espírita



REENCARNAÇÃO E JUSTIÇA


O espiritismo defende a necessidade de uma fé raciocinada.

Nessa linha, o homem não deve crer apenas seguindo orientações alheias.

Também não deve adotar determinados comportamentos por misticismo ou fanatismo.

Como a humanidade recebeu o dom da inteligência, cabe-lhe utilizá-lo para compreender as leis que regem a vida e a realidade que a cerca.

Em decorrência desse postulado, a doutrina espírita não evita o questionamento das teses que esposa, ao contrário, o incentiva.

No corpo teórico do espiritismo não há dogmas ou conceitos cuja discussão seja proibida, e sustenta a coerência de seus enunciados a partir de certos princípios básicos.

Um desses princípios é o da pluralidade das existências.

Afirma que os espíritos são criados por Deus, simples e ignorantes.

Todos têm exatamente o mesmo ponto de partida e a mesma meta final.

Saídos da mais completa ignorância, destinam-se à angelitude.

Desde o início, possuem os germens de todas as virtudes.

Todavia, constitui incumbência de cada um desenvolver o próprio potencial, por seu mérito e esforço.

O vasto aprendizado a ser feito exige inúmeras existências para aperfeiçoar-se.

Trata-se da única idéia que compatibiliza a justiça divina e a desigualdade das condições da vida terrena.

Os homens apresentam grandes diferenças de aptidões e talentos.

A vida de uns é bem mais difícil do que a de outros.

Mas isso não constitui obra do acaso e nem um inexplicável privilégio.

Cada qual é hoje exatamente como se construiu ao longo do tempo.

As virtudes são lentamente adquiridas no curso dos séculos.

A inteligência é paulatinamente desenvolvida, à custa de esforço e perseverança.

Ninguém surge repentinamente bondoso e inteligente.

Do mesmo modo, criatura alguma é simplesmente brindada com vícios ou más tendências ao nascer.

Quem se permitiu malbaratar os tesouros do tempo, arca com as conseqüências.

Ao espírito que se fez fraco e vicioso, incumbe o dever de lutar para se recompor.

Todo homem é herdeiro de si mesmo.

Os talentos que alguém hoje possui foram por ele desenvolvidos no pretérito.

Os vícios que infelicitam uma criatura também constituem sua obra.

Assim, o homem é na atualidade o resultado de seus atos e opções do passado.

Mas o futuro está inteiro por construir.

Assim, pense como você gostaria de ser.

Certamente você admira pessoas virtuosas, plenas de bondade, cultura, inteligência e dignidade.

Saiba que está inteiramente em suas mãos tornar-se assim.

Entretanto, nenhuma virtude surge graciosamente.

É necessário investir tempo e esforço na construção do bem em seu íntimo.

Observe, pois, como seu tempo é gasto.

Utilize suas horas para estudar e tornar-se útil e digno.

Comprometa-se com o bem e guarde fidelidade a esse compromisso.

Jesus afirmou que a cada um seria dado conforme as suas obras.

Consciente dessa realidade crie causas de felicidade e progresso em sua vida.

Pense nisso!

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.


23 junho 2017

Desgosto existencial - Jaime Facioli

 

DESGOSTO EXISTENCIAL


As adversidades fazem parte de qualquer projeto, mesmo assim devem ser sempre levados adiante, pois são caminhos para a perfeição.

As criaturas de Deus, sensíveis aos bons propósitos, via de regra também se permitem momentos de desalinho, desatendendo aos princípios legados pelo Divino Rabi, como regra pétrea para o bem viver e o atendimento as Leis do Senhor da Vida. É nesse sentido que, vez por outra, se deixam abater pelas adversidades da existência, sem se darem conta, os combatentes dos tatames existenciais, que as adversidades constituem meio e caminho para a perfectibilidade, carimbando o passaporte dos viajores para os esplendores celestes.

Ê de se considerar na dialética em apreço que os filhos da Providência Divina foram criados apenas com uma única fatalidade. Mais cedo ou mais tarde, atingir-se-á o cume dos paramos celestiais. A bem dizer, a ninguém será lícito fazer-se de rogado e proclamar aos quatro cantos do mundo que desconhece ou não a existência do desgosto na trajetória do caminheiro em busca da felicidade.

Todo projeto elaborado, ainda que com cuidado extremado, como por exemplo o planejamento da reencarnação, não obstante as boas e pulcras intenções, pode não acontecer segundo as previsões aneladas. Múltiplas ocorrências podem acontecer obrigando o viajor traçar novos rumos diante do imprevisível e assim desenvolver a sua inteligência para as contingências da vida, tendo como norte o bem proceder e as leis divinas. Por isso asseverar que os desgostos que sobrevêm ao projeto elaborado com tanto carinho e desvelo, atendem às condições evolutivas de cada criatura. Nesse caso, não se olvide a vã filosofia, que as criaturas de Deus são propensas a fixar o coração nos fenômenos do imediato, sem o exame perfunctório das liriais lições do Homem de Nazaré ao falar para o futuro e por condições em sua lei, como o fardo leve e suave o seu jugo.

Com esses sentimentos, o homem age mal e desmemoriado quanto ao bem que lhe compete exercer, tal como aqueles que optam por residir dentro de uma bolha obnubilada, mesmo tendo o sol à sua frente. Nessa escolha, está a génese do mal-estar que lhe obscurece a harmonia interior, abrindo espaço à aflição que gera ondas negativas e mobiliza energias deletérias responsáveis pelas moléstias da depressão, da síndrome do pânico e suas afilhadas.

Sob essa dicção, tenha-se em mente que esse proceder apaga da lembrança os incontáveis momentos de felicidade e prazer que antecederam o aparecimento do desgosto, sem se perceber que o incômodo diminuto é aviso da natureza para que se retorne à paz interior confiante n'Aquele que criou a vida, bela, colorida e consentida. Por isso, ainda que exista desajuste no lar, no trabalho, nos projetos existências interrompendo a alegria, não é lícito aos candidatos à felicidade se permitirem a instalação da revolta nos corações, desajustando-os e permitindo insoldáveis perigos de malquerença no ambiente por onde moureja. Em verdade, quem assim procede, se esquece nesses momentos de descompasso os tesouros de estabilidade e euforia com que somos favorecidos em miríades de bênçãos que chegam todos os dias em nossas vidas. Tratam-se de presentes do Pai Celestial aos seus filhos diletos, em forma de advertência, em orientação segura pela inspiração dos arautos do bem e dos perigos evitados, que nem mesmo se chega a perceber o quanto se esteve perto da desventura.

A toda evidência esse é o momento de se expressar a bendita oportunidade de consolidarmos o amor e a tranquilidade no jornadear por onde transitamos, levando a luz que Jesus recomendou que deixássemos brilhar em nossas vidas. O não julgar deve se fazer presente também quando alguém, por razões ignotas, deixa a convivência onde está e se permite levar pelos seus anelos mais íntimos.

Certamente essa não será ocasião para se conjecturar teorias acerca da ingratidão, e, em verdade, não se permite esquecer as afeições que nos enriquecem os dias.

Anote-se por necessário que os desgostos são dores que todas as pessoas sentem ao lutar o bom combate, no dizer de Paulo, o apóstolo. Todavia, cada um recebe a taça da vida para completar com o brilho de seus olhos, examinando essa ocorrência pelo que elas podem representar, felicidade ou infelicidade.

Diante da nossa pequenez não se alforria a ninguém, absolutamente, a ninguém concluir que aquele que se afasta, convidado pelos atrativos com que seu Espírito mais se afina, em verdade, procura a experiência mais adequada aos próprios impulsos para a realização de suas provas. Da mesma sorte, não raras vezes, insignificantes desentendimentos repontam na esfera profissional ou nos ambientes por onde transitamos e exageramos na ocorrência, lançando perturbação ou incrementando a discórdia e a desordem nos sentimentos do próximo.

Indispensável, em casos dessa natureza, ver os dotes que recolhemos do nosso campo de trabalho, nas experiências da vida, reconhecendo que o destempero é ensejo de proteger e prestigiar o ambiente de trabalho ou a organização a que fomos chamados, conscientes de que ali também estamos militando em nosso favor e para o crescimento espiritual do ser em busca do seu reto proceder. Nesse sentir, o desgosto está para o coração como a poda para a árvore. Se dissabores nos visitam, recordemos que a vida está cortando o prejudicial e o supérfluo, em nossas plantas de ideal e realização, a fim de que possamos nos renovar e melhor produzir.

Em tese, tudo tem a aparência de sofrimento, mas nada, absolutamente nada do que acontece é sem justa causa. Por essa razão, existem pessoas que, quando experimentam o desgosto ficam "furiosas" e agridem os que vivem ao seu redor, como a se "vingar" do desgosto de que padece, aparentemente sem motivo. Anote-se por necessário que os desgostos são dores que todas as pessoas sentem ao lutar o bom combate, no dizer de Paulo, o apóstolo. Todavia, cada um recebe a taça da vida para completar com o brilho de seus olhos, examinando essa ocorrência pelo que elas podem representar, felicidade ou infelicidade.

Esse olhar sereno sobre o desgosto está sob a égide do manto sagrado do momento de crescimento espiritual de cada criatura de Deus, razão porque alguns se engrandecem quando o "desgosto" bate à sua porta, e outros se apequenam e se infelicitam, mas todos, todos sem distinção, verão brilhar a sua luz no tempo oportuno, conforme lecionou o Homem de Nazaré.


O autor é advogado e vice presidente da USE de Americana e Nova Odessa, e também Vice Presidente do Centro Espírita Paz e Amor na cidade de Americana-SP.Jaime Facioli jaime.facioli@advocaciafacioli.com.br


22 junho 2017

Como devemos encarar e vencer a Depressão? - Hugo Gimenez



COMO DEVEMOS ENCARAR E VENCER A DEPRESSÃO?


Como disse bem antes nas primeiras linhas, não devemos encarar a depressão apenas como uma doença clínica. Como o autor Francisco Cajazeiras intitula seu próprio livro “Depressão, doença da alma”, realmente não consigo ver diferente. É realmente uma doença da alma, mas se pudermos ser reflexivos, podemos tirar algum proveito dessa doença e vermos uma oportunidade. Calma!

Explicarei o que quero dizer, quando falo em oportunidade.

Primeiro, peço que siga uma analogia: ter febre é uma coisa incômoda, certo? Mas a febre por outro lado pode ser encarada como uma coisa positiva. Ela indica que algo em nosso corpo está errado, que talvez exista alguma infecção viral ou bacteriana. A febre é uma espécie de “alarme” sintomatológico de algo muito mais prejudicial. Para combatermos efetivamente com a febre, temos que agir sobre a raiz do problema, devemos agir sobre a infecção. Quando usamos alguma estratégia para combatermos somente o estado febril, não estamos agindo sobre a patologia primária, portanto, a febre pode até passar, mas no dia seguinte, mais cedo ou mais tarde, ela retorna.

Então, se nós espíritas, ou você que não é espírita, mas que concorda com minhas palavras; se você concorda que a depressão é uma doença da alma, então deveríamos buscar a fonte da problemática em nossa alma, no nosso íntimo. Podemos entender a depressão como um grito de socorro da alma, que o corpo somatiza através de sensações desagradabilíssimas. E, assim como a febre, agir somente contra a sintomatologia externa (tristeza, desânimo e pensamentos desordenados), não será o suficiente. Existe algo a mais a ser feito, é preciso restaurar as feridas da alma.

A depressão pode ser, sim, considerada uma doença, mas quem sabe, para o espírito encarnado, ela seja, assim como a febre, um sinal de alerta. Há algo em nossas vidas que precisa de reparos, precisamos mudar algo.

A avareza, a inveja, o narcisismo exacerbado, os vícios, a vaidade, o orgulho, a arrogância, a ira, intolerância e tantos outros mais. Qual desses elementos ou outros que não cheguei a citar você carrega na sua personalidade? Você teria humildade o suficiente para identifica-los em si mesmo? Veja bem, não precisaria você sair por aí falando de si mesmo de forma negativa diante de terceiros, apenas reflita em pensamentos e identifique algo que não esteja correto em sua vida e reflita sobre isso.

De fato, não é tão difícil fazer isso. Difícil mesmo é parar de alimentar um comportamento errôneo que se praticou durante anos e anos. O sujeito avarento ficaria de luto diante da perda de algumas somas de dinheiro; o orgulhoso “enlouquece” por perder aquilo que o fazia parecer tão gigante aos olhares de terceiros; a pessoa que alimenta a inveja se vê impotente por não conseguir os bens ou as posições que pertencem a outrem.

Aniquilar essas fraquezas da sua vida é o que se chama de “Reforma Íntima”. E tomo a liberdade de colocar o termo entre aspas e em iniciais maiúsculas devido à importância tamanha dela no processo de cura do indivíduo. Essa espécie de reforma não serviria somente para a cura de uma depressão, mas para o resgate de uma vida inteira de infortúnios. A Reforma Íntima é o pilar central da cura de qualquer indivíduo, para qualquer doença em que a alma seja a principal acometida.

De forma geral, mas não menos importante, a Reforma Íntima é o principal remédio que não compete ao psiquiatra, médico, médium da casa espírita, padre, pastor ou monge precisarem te receitar. É um remédio que depende somente do próprio indivíduo querer começar a tomar. A Reforma Íntima é um compromisso. E mais. Não é dose única ou se assemelha a um tratamento de alguns meses. É para a vida inteira.

Não digo, de forma alguma, que os médicos e psicólogos são dispensáveis, muito pelo contrário, fazem parte essencialmente do processo. Com a saúde não se brinca e um tratamento médico é complemento do espiritual e vice-versa.

Do ponto de vista espiritual, já ouvi de muitas bocas falarem que a depressão não tem cura. Inclusive li relatos de pessoas na internet, que falaram que foram para igrejas, inúmeros centros espíritas, pais de santo, pastores e padres e não tiveram seu problema resolvido. Mas vale atentar que, essas pessoas só falaram isso, não deram detalhes sobre como estavam levando a vida, se tinham vícios, pois preferem ignorar a trave entre os próprios olhos. E digo mais, muitas pessoas preferem os imediatismos, algo como uma reza milagrosa que lhe retire o obstáculo no mesmo segundo. As pessoas adentram uma igreja ou qualquer outro templo, mal absorvem a filosofia dali e já saem falando mal desta ou daquela doutrina.

Se pararmos para refletir, podemos fazer a seguinte indagação: será que essas pessoas, que adentraram em um Centro Espírita chegaram a ter o mínimo de paciência para entender os ensinamentos do Cristo? Procuraram ter uma noção da grandeza do Evangelho? Longe de mim querer julgar, mas eu suponho que não. Por fim, a Reforma Íntima é um elemento essencial para começarmos a mudar tudo aquilo que estava velho, ruim e estagnado em nossa vida. É como a eletricidade que não consegue chegar à lâmpada, pois a fiação está deteriorada. É impossível mudar a vida para melhor sendo a mesma pessoa. Dessa forma, encaremos os transtornos depressivos como um alerta de que o nosso trem está saindo dos trilhos e que temos o dever de recoloca-lo neles.

Hugo Gimenez 

21 junho 2017

O Remédio Amargo - Hugo Lapa



O REMÉDIO AMARGO


Uma mulher estava passando por grandes sofrimentos em sua vida. Estava cheia de dívidas, seu marido a abandonou, seus filhos brigaram com ela, e havia o risco de perder a sua casa. Já não aguentava mais aquela situação, e começou a se questionar o motivo de tamanho sofrimento. Pensou em desistir de tudo e tirar sua própria vida.

A noite, em meio a muitas lágrimas derramadas, orou a Deus pedindo que interrompesse tanto sofrimento, pois ela não queria passar por tudo aquilo. Fez uma prece declarando: “Deus, por favor, Não consigo aguentar tanto sofrimento, tantas dificuldades em minha vida. O Senhor é todo poderoso. Suplico que retire este peso dos meus ombros”.

Após a oração, a mulher deitou-se e adormeceu. Começo a sonhar que um anjo vinha em sua presença e lhe dizia as seguintes palavras: “Sou o anjo que Deus enviou para te acudir nesse momento. Por favor venha comigo”.

No sonho, a mulher foi seguindo o anjo e percebeu que ambos iam regressando ao seu próprio passado. Começou a rever várias fases de sua vida, e finalmente parou numa cena em que ela obrigava seu filho a tomar um remédio. O anjo aproximou-se e disse: “A resposta as tuas angústias está dentro de ti. Tu mesmo usou este método para ajudar teus filhos”.

A mulher olhou a cena e viu que, num passado não muito distante, quando seus dois filhos ainda eram crianças, ela os obrigou a tomar um remédio bastante amargo. Um dos seus filhos estava doente, e o médico havia receitado aquele medicamento afirmando que, caso o menino não o tomasse, poderia ficar ainda mais doente. Mas, ao contrário, se ele tomasse a medicação, iria melhorar em pouco tempo. A mãe então levou o remédio para o filho. O menino recusou-se a tomar a medicação, dizendo que o gosto era muito amargo, e que ele não queria sentir aquilo. A mãe então disse que ele deveria tomar de qualquer forma, caso contrário iria castigá-lo severamente. O filho chorou, esperneou, gritou, fez muitas cenas, mas finalmente tomou o medicamento. Alguns dias depois estava curado de sua enfermidade.

O anjo, que acompanhava tudo, perguntou a mulher:

– Você deixaria de dar este medicamento a seu filho por que ele pediu, alegando que não queria sentir o gosto ruim do remédio?

– De jeito nenhum! Respondeu a mãe. Se o medicamento é necessário, e se vai cura-lo, ele precisa tomar, não importa a sua vontade. Pois naquele momento ele era uma criança, e não podia entender o que se passava e a importância da medicação.

O anjo respondeu:

– O mesmo ocorre entre você e Deus. Deus é seu pai ou mãe, e a humanidade inteira são Seus filhos. Os seres humanos são como crianças que não compreendem ainda os benefícios do remédio amargo dos sofrimentos e provações da vida. Da mesma forma que tu obrigas teu filho a tomar uma medicação que é para o bem dele, Deus também nos coloca em circunstâncias que nos são indesejadas, mas que são imprescindíveis para a cura do nosso espírito. Também para ti, os sofrimentos são remédios muito amargos, e te revoltas e te recusas a sentir tamanho dissabor. Procure compreender que, da mesma forma que teu filho precisou do medicamento para se curar, teu espírito precisa atravessar estas tribulações para se purificar.

Autor: Hugo Lapa

20 junho 2017

Fogo fátuo e duplo etérico - o que é isso ? - Jorge Hessen




FOGO FÁTUO E DUPLO ETÉRICO - O QUE É ISSO?


Um amigo indagou-me o que era “fogo fátuo” e “duplo etérico”. Respondi-lhe que uma das opiniões que se defende sobre o “fogo fátuo”, acena para a emanação “ectoplásmica” de um cadáver que, à noite ou no escuro, é visível, pela luminosidade provocada com a queima do fósforo “ectoplásmico” em presença do oxigênio atmosférico. Essa tese tenta demonstrar que um “cadáver” de um animal pode liberar “ectoplasma”.

Outra explicação encontramos no dicionarista laico ,definindo o “fogo fátuo” como uma fosforescência produzida por emanações de gases dos cadáveres em putrefação [1], ou uma labareda tênue e fugidia produzida pela combustão espontânea do metano e de outros gases inflamáveis que se evola dos pântanos e dos lugares onde se encontram matérias animais em decomposição. Ou , ainda, a inflamação espontânea do gás dos pântanos (fosfina), resultante da decomposição de seres vivos: plantas e animais típicos do ambiente.

Sob o enfoque espírita, Allan Kardec fez breve referência ao termo conforme inserto no cap. VI, de O Livro dos Médiuns , questão 29, ao indagar: “Que se deve pensar da crença que atribui os “fogos-fátuos” à presença de almas ou Espíritos?” Os espíritos responderam: "Superstição produzida pela ignorância. Bem conhecida é a causa física dos “fogos-fátuos”. [2]

Sobre o tema “duplo etérico” explicamos ser muito intricado. O termo não está presente na Codificação, porém existem associações teóricas subjetivas, por vezes polêmicas, contidas nas obras “complementares” para explicá-lo. O fato é que não encontramos a nomenclatura, digamos, “clássica” no Espiritismo, isto é, não é definido por Kardec, embora superficialmente o tema é acenado (uma única vez) em O Livro dos Médiuns. [3] A rigor, a palavra e seus conceitos dimanam especialmente dos burgos místicos do esoterismo, apinhada de crença orientalista , mística e espiritualista, portanto não sendo objeto de estudo de Kardec ou dos Espíritos nas Obras básicas.

Partindo do princípio definido pelo dicionário esotérico somos informados que todo corpo físico está cercado por um invólucro de matéria etérica, sendo uma reprodução perfeita do corpo físico. Ele ultrapassa epiderme cerca de cinco centímetros. Não é um veículo independente, se desfazendo após a morte física. Sua grande importância é receber e distribuir as forças vitais provenientes do sol e da terra. É nele que estão localizados os chamados “chacras”. [4]

Kardec inquiriu aos Espíritos se a alma é externa e envolve o corpo. Os Benfeitores explanaram que as almas (os encarnados) irradiamos e nos manifestamos no exterior (do corpo físico), como a luz através de uma lâmpada ou como o som em redor de um centro sonoro. É por isso que se pode dizer que ela (alma) é externa, mas não como uma película do corpo. A alma tem dois envoltórios: um, sutil e leve, o primeiro que chamas perispírito; o outro, grosseiro, material e pesado, que é o corpo biológico. [5]

Divulga-se que o “duplo etérico”, ou, para alguns, a “bioenergia”, é o contingente de energia vital (“neuropsíquica”), resultado da ação do corpo espiritual (perispírito) sobre os elementos físicos, canalizados à consolidação do corpo físico como, também, aglutinados em uma outra estrutura que vai servir de verdadeiro reservatório de vitalidade, necessário, durante a vida física, à reposição de energias gastas ou perdidas. [6]

André Luiz distingue o perispírito - a que chama também de “corpo astral”, “corpo espiritual” e “psicossoma” - do “duplo etérico”, cuja natureza, afirma como sendo de "um conjunto de eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo biológico" (...), "formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração, tanto quanto ocorre ao arcabouço carnal por ocasião da morte renovadora". [7]

Na desencarnação “duplo etérico” (ou “corpo vital”) pode ficar adjunto ao corpo físico ou pairar no ambiente, por um período curto ou longo consoante a evolução do desencarnado, até o desligamento definitivo, quando sobrevém a sua desintegração. Isto porque, sendo um campo de energia de predominância física, poderá servir de sustentação a espíritos vampirizadores. Nos seres evoluídos, o “duplo etérico” é quase que imediatamente desintegrado.

André Luiz , portanto , confirma que todos os seres vivos se revestem de um halo magnético que lhe corresponde à natureza e que no homem essa projeção é modificada e enriquecida pelos fatores do pensamento contínuo, constituindo a “aura” humana, o “corpo vital” ou "duplo etérico". Por ele exteriorizamos o reflexo de nós mesmos, de acordo com o que pensamos e fazemos. [8]

Sinceramente? Não identificamos problemas conceituais nas considerações de André Luiz. Não obstante, ocorrerem clamores que divergem do autor de “Nosso Lar”, a propósito do emprego das terminologias “aura”e “corpo vital”. Asseguram tais divergentes que as palavra e os conceitos estão propostos sem um maior critério doutrinário, pois que nas obras básicas e na Revista Espírita, Kardec não usou tais palavras. Lembremos, porém, que o Codificador usou a expressão “atmosfera fluídica” ou “atmosfera individual” para definir o mesmo fenômeno aqui analisado.

Nalgumas escolas espiritualistas, o “corpo vital” (empregado por André Luiz) é constituído por átomos de matéria sutil (etérea), sendo denominado como tal por ser a fonte das forças nervosas eletrovitais, e, portanto, o construtor e restaurador das formas densas, interpenetrando todo o corpo físico. Todavia, na época de Kardec não se empregava com frequência o termo “duplo etérico” ou “corpo vital”, mas ao registrar Kardec que o perispírito é composto de matéria sutil, de matéria nervosa, de matéria inerte, evidentemente estava referindo-se ao perispírito como um corpo complexo, e não de natureza compacta.

Leopoldo Cirne, um espírita estudioso de Kardec, concluía, das experiências de materialização, a existência de um corpo invisível no encarnado, dessemelhante do perispírito, que poderia subsistir por algum tempo após a morte física, mas não permaneceria definitivamente ligado ao Espírito desencarnado, a que denominou de “corpo etéreo”, “duplo astral”, “corpo astral”, responsável pela possibilidade de materialização dos Espíritos. [9] Em seguida, na sua obra (póstuma) O Homem Colaborador de Deus, Cirne manteve seu ponto de vista sobre a existência de um corpo não-físico além do perispírito, não o designando mais de duplo (corpo) astral, mas apenas de “corpo etéreo”, inseparável do corpo físico durante a vida. [10]

Sabemos que o tema é sensível, difícil, problemático e não pacificado ainda, mas faço minhas as palavras de Kardec, mencionando que o estudo de um tema que nos lança numa ordem de coisas abstratas só pode ser feito com inteligência, imparcialidade e utilidade por pesquisadores sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam “a priori”, inconsideradamente, sem tudo ter visto; que não imprimem a seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis. [11]


Referências bibliográficas:

[1] Disponível em https://www.priberam.pt/dlpo/fogo-f%C3%A1tuo  acessado em 25-05-2017
[2] KARDEC , Allan. O livro dos Médiuns, cap VI, questão 29, RJ: Ed FEB, 1990
[3] Idem questão 4 do item 128 do capítulo VIII
[4] Disponível em https://dicionarioesoterico.wordpress.com/ acessado em 24-05-2017
[5] KARDEC , Allan. O livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1990 questão. 141
[6] ZIMMERMANN Zalmino. PERISPÍRITO, SP: Editora: Centro Espírita Allan Kardec, 2002
[7] XAVIER, Francisco Cândido. Evolução em Dois Mundos, RJ: Ed. FEB 1958, 13a ed.
[8] Idem
[9] CIRNE, Leopoldo. Doutrina e Prática do Espiritismo, 1 edição, RJ: Editora: Typ . do Jornal do Commercio, 1920
[10] CIRNE, Leopoldo. O Homem Colaborador de Deus, SP: Ed Mundo Maior, 1949
[11] KARDEC , Allan. O livro dos Espíritos, item VIII da introdução, RJ: Ed FEB, 1990



Jorge Hessen
 

19 junho 2017

Veneno Sutil - Joanna de Ângelis

 


VENENO SUTIL


Através de ingentes esforços mantém-te em harmonia.

Espanca o ressentimento das tuas paisagens emocionais e perdoa de todo coração e alma.

Os resíduos da mágoa intoxicam-te e entristecem-te, vencendo as tuas resistências morais a pouco e pouco.

Há pessoas que se te apresentam amigas e, para granjear-te o afeto, sabendo do teu temperamento forte, envenenam-te em relação a uns e outros, com habilidade, a fim de isolar-te, tendo-te ao seu alcance.

Vigia mais.

As informações malsãs que te fazem sofrer, apresentando-te as imperfeições dos outros, levar-te-ão a graves distúrbios de comportamento.

Ficas ressentido com este, magoado com esse, desgostoso com aquele... Desconfias de uns e te afastas de outros, aumentando-te somente do tom vibratório de quem te hipnotiza com interesse subalterno, tramando a tua derrocada.

Agem por si mesmos ou teleguiados por outras mentes que se te fazem adversários pertinazes.

Esquece, portanto, o mal que outros te hajam feito por desequilíbrio, merecendo tua compaixão, ou por qualquer outro motivo.

Não podes imaginar o que comentam de referência à tua pessoa, quando estás ausente, motivando que reajam desta forma, consoante vieram dizer-te.

Fechas os ouvidos a essas vozes e proíbe-as de falar-te mal a respeito dos outros.

Se te estimam, que o demonstrem, auxiliando-te e oferecendo-te belezas, estímulos, ao invés do lixo mental e emocional que te trazem.

-o-

Ressentimento expressa insegurança.

Se ages com correção, fica tranquilo em relação àqueles que te censuram.

Se atuas de forma equívoca, usa o ensejo para retificar atitudes.

Em qualquer circunstância, mantém-te em paz.

Ninguém foge à opinião alheia.

Tem a humildade de reconhecer que vives cercado daqueles de quem necessitas para evoluir.

Regulariza os teus débitos passados, mediante estes recursos que se te propõem pela vida.

-o-

Todos os missionários da Humanidade experimentaram os estigmas cruéis daqueles que os cercavam. Não obstante, felizes, concluíram a obra com a qual estavam comprometidos...

Segue-lhes o exemplo, e, preservando-te em paz, prossegue com amor, sem o ônus da amargura ou do ressentimento na mente ou no coração.


De “Luz da Esperança”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis