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21 janeiro 2018

Mal a serviço do bem - Nilton Moreira


MAL A SERVIÇO DO BEM


A cada dia é notória a transformação pela qual está passando o Planeta Terra. A violência tanto urbana como no seio familiar toma conta sufocando. O clima está mais quente e a água está cada vez mais escassa, com falta em alguns países. Os conflitos entre nações poderosas se acentuam e pelas estatísticas em geral vemos que os números assustam, nos compelindo a que busquemos entender esse emaranhado de situações.

Como tudo na vida tem de evoluir e o Planeta não foge a regra, é necessário que o homem busque melhorar-se para atrair boas energias do Plano Cristo, pois só assim haverá mais amor e por consequência menos dores, pois quando Jesus diz existir muitas moradas na casa do Pai se referia à pluralidade dos mundos habitados, e no caso a Terra que é uma dessas moradas está passando para uma categoria de maior elevação, e esta transformação embora lenta, é notória para quem tiver a sensibilidade na análise.

Muitos que habitam aqui e que são refratários em praticar o bem e atrapalham o progresso, irá numa próxima vida reencarnar em outra morada, isto é, num Planeta triste, sem tecnologia, com epidemias, assemelhando-se a Terra há alguns milênios, isto para que nas dificuldades possam ajudar aqueles Espíritos que lá estão a prosperarem e desenvolverem aptidões, e assim todos compreenderão na dor a necessidade de perseverar no bem.

Com a saída desses irmãos de baixa vibração, maldosos e que nada fizeram para melhorarem-se, e utilizaram o livre arbítrio equivocadamente, a Terra terá o ambiente propício para predominância do bem, onde segundo a Espiritualidade Maior nos informa através de mensagens mediúnicas, haverá a aurora da felicidade.

Vimos muitos desencarnes em massa no ano que terminou, com desastres, acidentes, catástrofes, e não temos condições de avaliar o comprometimento que cada Espírito destes tem em comum para partirem juntos daqui, e fazerem chorar em comunhão os que ficaram. Por outro lado, nos causou muito prazer o nascimento de crianças em sua maioria dotadas de capacidades, que se orientadas para o bem surpreenderão com suas aptidões, pois são elas que estarão imbuídas da transição planetária, e certamente somando-se há muitas que aqui já aportaram e hoje são adultos lideres ocupando cargos de destaque, e, portanto, Espíritos com ideias inatas, continuarão promovendo a estruturação dessa Nova Terra.

Tenhamos fé no Criador, pois nenhum de nós está no abandono. Busquemos asserenar nossos corações com a certeza de que os benfeitores nos auxiliarão sempre, pois o mal está a serviço do bem como ingrediente do processo evolutivo.


Nilton Moreira
Fonte: Spirit Book

 

20 janeiro 2018

A criança nasce na família certa para cumprir sua missão de vida. A reencarnação é planejada - Regis Mesquita



A CRIANÇA NASCE NA FAMÍLIA CERTA PARA COMPRIR SUA MISSÃO DE VIDA
A REENCARNAÇÃO É PLANEJADA



- A escolha dos pais com os quais o espírito vai encarnar (como filho) acontece justamente porque eles podem oferecer ao espírito a possibilidade de “ativar” determinados complexos de encarnações passadas. Isto significa que a criança terá naquela família as dificuldades e facilidades necessárias para ela cumprir aquilo que foi planejado antes de nascer (missão de vida).

- O retorno do espírito para o corpo é planejado. A família em que ele nascerá será aquela capaz de propiciar o positivo e o negativo que ele precisa para evoluir.

- A escolha da família na qual um espírito vai reencarnar é determinada pelas qualidades e defeitos que fazem parte do núcleo familiar. Toda família possui características que estimulam positivamente ou negativamente a criança, que está em processo de formação.

Explico-me: uma mãe amorosa, mas medrosa, engravidou. Suas vibrações foram de profundo amor, aceitação e alegria. Junto veio o receio e a insegurança. O espírito que nascerá será estimulado por todos os sentimentos, pensamentos, vibrações e sensações da mãe. Tanto as vibrações de amor quanto as vibrações de insegurança (por exemplo) vão influenciar na formação do feto.

A influência funciona assim: estas vibrações chegam até o feto. Estimulando-o. Na realidade, estimulam os conteúdos espirituais (memórias) relacionados aos temas e que estão presentes no espírito.

Suponhamos que esta mãe tenha medo de perder o emprego. Este conjunto de pensamentos, sentimentos, vibrações e sensações chega até o feto. O feto não tem condições de lidar com estes estímulos. Ele usa o “banco de dados” do espírito. O espírito é a referência, a memória e a percepção do feto. Ou seja, é o espírito quem dá sentido aos estímulos que chegam da mãe. Chamamos estes estímulos de dinamizadores, pois eles dinamizam e estimulam a memória espiritual, fazendo com que parte dela seja impregnada na mente do bebê antes dele nascer, durante o parto e mesmo depois do nascimento.

Suponhamos agora que em uma encarnação passada este espírito tenha passado fome por causa de desemprego. As vibrações da mãe dinamizam esta memória do espírito e o resultado poderá ser a ansiedade no feto. A ansiedade no feto gerará uma criança ansiosa (que terá que enfrentar o desafio da ansiedade em sua vida).

Desta forma, o bebê que nasce é uma continuidade do espírito que nele está encarnado. Ele nasce com informações de outras encarnações e do plano espiritual. O bebê não é uma página em branco, ele possui uma riqueza extraordinária de informações e recursos (é assim que se forma a personalidade do bebê).

A formação da mente é acompanhada pela entrada de conteúdos do espírito, que molda o novo corpo que está se formando.

Somos uma continuidade. Somos um corpo novo conduzido por um espírito antigo, que já teve muitas encarnações, possui muitos recursos, habilidades, conhecimentos, condicionamentos, traumas, etc.

Toda criança é um espírito repleto de vida e de história. É muito importante saber trabalhar com esta história e aproveitar os recursos que foram arduamente desenvolvidos em dezenas (ou centenas) de encarnações.

Lembre-se: o feto está ligado a um espírito que possui capacidade de percepção e memória. Os acontecimentos desta fase da vida são armazenados e influenciam a formação da mente do bebe. Desta forma, as primeiras memórias que o bebê terá serão um misto de memórias intrauterinas com memórias de encarnações passadas.

A mãe insegura (do exemplo anterior) deve se sentir culpada? Não, nunca. A escolha dela (e do pai) para receber aquele espírito deve-se ao conjunto de suas qualidades e dificuldades. O espírito nasce em um novo corpo para lutar, superar dificuldades e evoluir. Ele está reencarnando porque possui muito à aprender e amadurecer. As dificuldades que são dinamizadas na formação do feto JÁ estão presentes no espírito e devem ser por ele resolvidas.

Traduzindo: a família dinamiza somente aquilo que o espírito que está reencarnando carrega no "coração". É igual na vida cotidiana: o que esperar de um ingrato? Ingratidão. E de uma pessoa desonesta? Desonestidade. Se alguém der um prato de comida para um ingrato, o que será dinamizado? Ingratidão. Talvez o ingrato pense e sinta raiva: "ela me deu arroz com feijão, deveria ter me dado macarrão". Se esta pessoa for grata, ela não terá ingratidão por receber um prato de comida. Só é dinamizado o que está no "coração" desta pessoa. O que não existir, não pode ser estimulado.

Da mesma forma, se a mãe emitir vibrações de insegurança e o espírito for seguro, ela não irá dinamizar nada. Tudo de bom ou ruim que for dinamizado no espírito é porque já está presente neste espírito. Se no seu "coração" (espírito não tem coração, imagem simbólica) houver paz, o espírito sentirá paz mesmo que os pais não sintam esta paz. O que existir pode ser estimulado, o que não existir não será estimulado. O que for dinamizado (estimulado) será o que o filho terá de bom ou ruim para enfrentar.

Os filhos são uma benção para a família porque com sua personalidade única contribuem para que os pais também aprendam com eles. Todos aprendem, porque todos possuem muito à aprender e evoluir.

Autor: Regis Mesquita

19 janeiro 2018

A Microcefalia, o Vírus Zika e congêneres - Antônio Carlos Navarro



A MICROCEFALIA, O VÍRUS ZIKA E CONGÊNERES



As notícias referentes à incidência da Microcefalia em nascituros estão, atualmente, presentes em todos os meios de comunicações, expondo uma situação preocupante e comovedora.

Segundo a Ciência “A Microcefalia (do grego mikrós, pequeno + kephalé, cabeça) é uma condição neurológica em que o tamanho da cabeça e/ou seu perímetro cefálico occipito-frontal é dois ou mais desvios padrão abaixo da média para a idade e sexo. Também chamada de Nanocefalia, diferenciam-se diversas formas de manifestações clínicas e etiologias. A microcefalia verdadeira pode ser familiar e não necessariamente associada ao retardo mental.

Pode ser provocada pela exposição a substâncias nocivas durante o desenvolvimento fetal, tais como consumo abusivo de álcool e/ou exposição a drogas como aminopterina, metil-mercúrio, cocaína e heroína durante a gravidez, ou estar associada com problemas ou síndromes genéticas hereditárias, como Diabetes materna mal controlada; Hipotiroidismo materno; Insuficiência placentária e outros fatores associados à restrição do crescimento fetal e pré-eclâmpsia; Anomalias genéticas; Exposição à radiação de bombas atômicas; Infecções durante a gravidez, especialmente rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose e vírus Zika, também por causas pós-natais.” (1)

Como não há efeito sem causa, é preciso admitir, por isso mesmo e necessariamente, a existência de Deus, que é “a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas (2), consequentemente estaremos sempre subordinados à perfeição da justiça e bondade divinas, que só permitem acontecimentos que o espírito tenha necessidade de vivenciar.

Como o nascituro não teve possibilidade de dar causa ao efeito de que é portador enquanto foi gerado, a causa só pode estar nas suas vidas pregressas.

O Senhor Jesus, após curar o paralítico no Tanque de Betesda, orientou o recém curado “… não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior” (3) deixando claro para todos nós a existência do vínculo entre o erro e sua repercussão no corpo físico.

Allan Kardec fez aos Espíritos Superiores encarregados de implantar o Consolador prometido pelo Senhor Jesus na Terra (4), os seguintes questionamentos acerca do retorno do espírito ao mundo físico:

Na espiritualidade, antes de começar uma nova existência corporal, o Espírito tem consciência e previsão das coisas que acontecerão durante sua vida? – Ele mesmo escolhe o gênero de provas que quer passar. Nisso consiste seu livre-arbítrio. (5)

Então não é Deus que impõe os sofrimentos da vida como castigo? – Nada acontece sem a permissão de Deus, que estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis, então, por que Ele fez esta lei em vez daquela. Ao dar ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade de seus atos e de suas conseqüências, nada impede seu futuro; o caminho do bem está à frente dele, assim como o do mal. Mas, se fracassa, resta-lhe uma consolação: nem tudo está acabado para ele. Deus, em sua bondade, deixa-o livre para recomeçar, reparando o que fez de mal. (6)

O Benfeitor Espiritual André Luiz nos esclarece, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, que “a célula masculina que atinge o óvulo em primeiro lugar, para fecundá-lo, não é a mais apta em sentido de «superioridade», mas em sentido de «sintonia magnética», em todos os casos de fecundação para o mundo das formas” (7), e o também Benfeitor Espiritual Manoel Philomeno de Miranda, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco acrescenta: “Ao reencarnar-se o Espírito, o seu perispírito imprimi no futuro programa genético do ser os requisitos depurativos que lhe são indispensáveis ao crescimento interior e à reparação dos gravames praticados. Os genes registram o desconcerto vibratório produzido pelas ações incorretas no futuro reencarnante, passando a constituir-se um campo no qual se apresentarão os distúrbios do futuro quimismo cerebral.” (8),

Na monumental obra mediúnica Evolução em Dois Mundos, também de Francisco Cândido Xavier, o Benfeitor André Luiz responde ao questionamento:

A invasão microbiana está vinculada a causas espirituais? — Excetuados os quadros infecciosos pelos quais se responsabiliza a ausência da higiene comum, as depressões criadas em nós por nós mesmos, nos domínios do abuso de nossas forças, seja adulterando as trocas vitais do cosmo orgânico pela rendição ao desequilíbrio, seja estabelecendo perturbações em prejuízo dos outros, plasmam, nos tecidos fisiopsicossomáticos que nos constituem o veículo de expressão, determinados campos de ruptura na harmonia celular.

Verificada a disfunção, toda a zona atingida pelo desajustamento se torna passível de invasão microbiana, qual praça desguarnecida, porque as sentinelas naturais não dispõem de bases necessárias à ação regeneradora que lhes compete, permanecendo muitas vezes, em devedor do ponto lesado, buscando delimitar-lhe a presença ou jugular-lhe a expansão.

É que, geralmente, quase todos eles surgem como fenômenos secundários sobre as zonas de predisposição enfermiça que formamos em nosso próprio corpo, pelo desequilíbrio de nossas forças mentais a gerarem rupturas ou soluções de continuidade nos pontos de interação entre o corpo espiritual e o veículo físico, pelas quais se insinua o assalto microbiano a que sejamos mais particularmente inclinados pela natureza de nossas contas cármicas.

Amparo aos outros cria amparo a nós próprios, motivo por que os princípios de Jesus, desterrando de nós animalidade e orgulho, vaidade e cobiça, crueldade e avareza, e exortando-nos à simplicidade e à humildade, à fraternidade sem limites e ao perdão incondicional, estabelecem, quando observados, a imunologia perfeita em nossa vida interior, fortalecendo-nos o poder da mente na autodefensiva contra todos os elementos destruidores e degradantes que nos cercam e articulando-nos as possibilidades imprescindíveis à evolução para Deus. (9)

De posse destes esclarecimentos restam, entre outras coisas, algumas obrigações naturais ao espírito encarnado:

– Sanear o meio ambiente para se evitar criadouros dos vetores transmissores;

– Desenvolver, no campo da ciência, vacinas e medicações e tratamentos para alívio dos sofrimentos físicos e morais dos acometidos pelas enfermidades;

– Desenvolver a resignação e a obediência diante dos fatos impostos pela Lei Divina;

– Comportar-se retamente segundo as orientações contidas no evangelho do Senhor Jesus, trabalhando as imperfeições da alma no sentido de erradicá-las, aplicando-se na implantação do sentimento de compaixão por aqueles que sofrem, tratando-os e ajudando-os como quereríamos ser tratados e ajudados se estivéssemos nas mesmas condições. Isso evita expiações reparadoras.

Pensemos nisso.


Antônio Carlos Navarro

Referências:

1- https://pt.wikipedia.org/wiki/Microcefalia – acesso em 28.01.2016;

2- O Livro dos Espíritos, item n. 1;

3- João 5:14;

4- João 14:26;

5- O Livro dos Espíritos, item 258;

6- O Livro dos Espíritos, item 258a;

7- Missionários da Luz, cap. Proteção; 8- Tormentos da Obsessão, cap. Distúrbio Depressivo;

9- Evolução em Dois Mundos, cap. 40 – Invasão microbiana.

18 janeiro 2018

O que nos liga ao Bem? - Adriana Machado



O QUE NOS LIGA AO BEM?


Hoje, eu estava psicografando o próximo livro com Ezequiel e me deparei com uma passagem que me marcou. Fiquei imaginando o quanto era óbvio o que foi escrito, mas que precisamos nos relembrar vez por outra.

A passagem foi a seguinte:

“Como eu não sabia o que fazer, perguntei ao Caio [mentor da personagem] e ele me disse que o que nos liga aos espíritos, sejam eles quais forem, é o padrão de nossa vibração, é a sintonia que mantemos através de nossos pensamentos, sentimentos e ações com as pessoas ou com o meio em que vivemos. Entendi, portanto, que o melhor instrumento que temos seria analisarmos as nossas posturas diárias e, mudá-las, se entendermos que não estão condizentes com as que deveriam ser vivenciadas por um filho de Deus. Mas, sabendo que essa seria uma segunda etapa de aprendizado para os meus irmãos, ele me indicou outro instrumento valoroso de proteção para o nosso lar que seria a oração feita com fé.”

É engraçado como isso é simples, igual a tudo o que Deus cria neste grande universo! Para que fiquemos bem, simplesmente, precisamos agir no bem. Precisamos estar em sintonia com o bem, para que não abramos espaço para outro tipo de energia ou influencia sobre nós.

Percebem como Deus é perfeito? Tudo depende exclusivamente de nós e tão somente de nós para a criação do estado em que nos encontrarmos.

Esta passagem fala sobre as influências dos espíritos em nossa vida, em nosso lar. O interessante é que, na maioria das vezes, somente pensamos naqueles que, pelo seu estado de ignorância, não nos querem tão bem. Como o mentor da personagem disse, isso também vale para os espíritos do bem. Eles somente conseguirão nos ajudar, nos orientar, nos “proteger” seja de quem for (até de nós mesmos) se estivermos em sintonia com eles. Como em um rádio AM/FM, só escutaremos uma delas se estivermos sintonizados na frequência certa da escolhida.

Para que não haja uma interpretação equivocada, no entanto, preciso explicar melhor o que seriam essas posturas diárias e orações, porque, como tudo o que construímos, elas nos levarão exatamente ao que almejamos.

Pensem comigo: se estou crescendo, significa que ainda não sei tudo. Se não sei tudo, quer dizer que ainda me equivoco naquilo que acho que é bom ou ruim para mim. Se assim é, mais uma vez, minhas posturas e orações podem estar tendo como base um pensamento ou uma premissa errada que me levaria a agir no mesmo equívoco. Posso orar pedindo ao Pai algo para mim, mas estar, ao mesmo tempo, prejudicando alguém nesta mesma boa intenção para comigo. Então, como fazer? 

Estou aprendendo que, na ignorância, agimos errado, mas o que conta é a nossa intenção real. Por exemplo, posso matar alguém e não sofrer as consequências deste meu ato como se assassina fosse porque eu não tinha nenhuma noção de que minhas ações poderiam ocasionar tal resultado. Exemplifico: estou em um outro país e vou retornar ao meu. Quando entro no avião, começo a sentir dor de cabeça e uma renite que atribuo a uma virose. Quando saio dele, vou para casa, mas a minha virose piora e vou para o hospital. Lá, descobrem que o que tenho é extremamente contagioso e algumas pessoas que estavam no avião morrem em razão disso. Posso ser responsabilizada pelas mortes que provoquei? Assim é a incidência das leis divinas sobre os resultados de nossas ações. A lei SABE a nossa intenção e, por saber o que nos moveu a agir, somente incidirá sobre nós na exata proporção de nossa responsabilidade. Somente colheremos aquilo que realmente plantamos e tal colheita será baseada na nossa capacidade de compreender a lição daquele aprendizado. Essa é a lei.

Por isso, concluo que a melhor receita que podemos usar para estarmos ligados ao “bem” é orarmos por nós e pelo outro, entregando-nos às mãos divinas e agindo da melhor forma, na certeza que vivenciaremos as experiências que nos elevarão nos degraus de nossa escala evolutiva. Vibremos no bem, sintonizados no amor sem apego, sem posse e solidário que estaremos com Ele em nossa essência... sempre!



17 janeiro 2018

Temor da morte - Momento Espírita



TEMOR DA MORTE


Determinada reportagem televisiva nos deu ciência de que, em enquete realizada junto a adolescentes de populosa capital do nosso país, 51% deles revelaram que seu maior temor é a morte.

Ao ouvirmos o resultado da pesquisa, de imediato nos pusemos a pensar acerca do quanto necessitam de orientação religiosa os nossos jovens.

Porque o que dá causa ao medo da morte é o receio da destruição total, decorrente da noção equivocada acerca da vida futura.

À proporção que o homem compreende melhor o que o espera para além da tumba, o temor da morte diminui. Arrefece, até desaparecer.

Ciente de que a vida terrena é transitória e de que o aguarda outra vida, vibrante, verdadeira, após o decesso físico, com tranquilidade enfrentará a morte.

A certeza da vida futura lhe dá outro curso às ideias. Outro objetivo ao trabalho.

Tudo o que oferece o mundo material é considerado como oportunidade de progresso, de experiência. As coisas materiais são bens de que deve se utilizar, com sabedoria, consciente de que não os levará consigo.

A certeza de que, após a morte, poderá reencontrar seus amigos, reatar relações que teve na Terra e de que o fruto do seu trabalho não se perde, confere ao ser humano calma para o momento da morte.

Afinal, ela não é uma megera que vem destruir a felicidade, ceifando a vida mais preciosa, o ser mais amado, numa sistemática de puro prazer.

É, sim, dentro da lei de destruição, lei instituída pela Divindade que opera com sabedoria a sua ação.

Reeducarmo-nos e educarmos os nossos filhos se faz urgente. Desde cedo, ensinar aos pequenos que a morte não existe, senão no tocante ao físico.

Que ninguém morre, senão na roupagem carnal. O Espírito imortal prossegue a viver, como antes de renascer, vivia na Espiritualidade e já enfrentou outras tantas vidas na carne.

Também preciso se faz que passemos a enfrentar a circunstância da morte de forma diversa.

Até os dias da atualidade, a passagem da Terra para a Espiritualidade é rodeada de cerimônias lúgubres, que verdadeiramente infundem terror.

Os emblemas da morte lembram somente a destruição do corpo, mostrando-o descarnado.

A partida dos seres para o outro mundo se faz acompanhar de lamentos dos sobreviventes, como se morrer fosse uma desgraça.

As despedidas são de adeuses eternos.

É necessário mudar toda essa panorâmica.

Em vez de recordar a destruição do corpo, mostrar a alma se desembaraçando, radiosa, dos grilhões terrestres.

No lugar das lamentações e dos adeuses, a saudação de quem sabe que logo mais também realizará a grande viagem.

E, por isso, simplesmente diz: Até breve. Até logo!

Sem dúvida, muito tempo será preciso para o homem se desfazer desses preconceitos acerca da morte.

No entanto, há que se começar a educação, pois que à medida que se conceber uma ideia mais sensata da vida espiritual, desaparecerão os temores.

Você sabia?

Você sabia que os homens verdadeiramente sábios não temem a morte?

Fartos exemplos encontramos em Gandhi, que se deixou imolar em nome da não violência.

De Francisco de Assis que afirmou continuar a trabalhar em seu jardim, mesmo se soubesse que algumas horas após morreria.

O maior exemplo foi o Cristo que nos ensinou a morrer com dignidade. Na hora final, suas palavras foram: Pai, em tuas mãos, entrego o meu Espírito.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2, pt. 2, do livro O céu e o inferno, de Allan Kardec, ed. FEB.

16 janeiro 2018

Companheiros de jornada - Joanna de Ângelis



COMPANHEIROS DE JORNADA

Tu os encontras nos mais variados caminhos da existência corporal.

São companheiros de evolução, que se multiplicam em todo lugar, nem sempre, porém, amigos das tuas aspirações.

Estão na mesma trilha que tu, o que não quer dizer que marchem de acordo contigo.

Muitas vezes competirão por nonadas, disputando honrarias enganosas, que deixam ressaibo de amargura.

Alguns, constituir-te-ão dificuldade a vencer, erguendo-se como obstáculos à tua frente.

Inúmeros, sorrindo contigo, transformando-se, facilmente, em adversários rigorosos.

Enganados, nos propósitos que acalentam, não trepidam em convidar-te a duelos de qualquer tipo, desde que te possam suprimir ou afastar-te do seu caminho. No entanto, assim é a marcha.

Cada mente vibra na faixa que lhe é própria.

Cada sentimento irradia a força daquilo que anela.

Cada pessoa reflete o que aspira interiormente.

Cada companheiro tem o seu próprio destino.

Enquanto eles te podem utilizar, a fim de se projetarem, demonstram-te amizade.

Na razão que lhe serves de apoio, apresentam-se simpáticos.

Do que possuas e lhes brindes, sorrirão com afabilidade, fazendo festa ao teu lado.

Não te agastes com eles.

Assim agem, porque essa é a estrutura moral de cada um deles.

Quando possível, desculpa-os, ajudando-os.

Porque estão equivocados e não sabem ser amigos, torna-te para com eles o que gostarias que fossem em relação a ti.

Nem todos, porém, são assim.

É possível que constituam um grupo menor, todavia, mais eficiente.

Aqueles, os frívolos, são bulhentos e estes, os amigos, são discretos.

Estão sempre no lugar onde precisas; surgem nos momentos mais inesperados; apresentem-se sem alarde e são eficientes.

Os primeiros, os companheiros difíceis, são testes para as tuas resistências e convites para a tua evolução. Os segundos, que representam a bondade e o estímulo da vida, constituem a resposta do Amor de Deus às tuas preces e ações nobres.

São todos, entretanto, companheiros de jornada, a quem deves estimar.

Mesmo Jesus, não esteve indene à presença desses diferentes companheiros.

Houve quem O acusasse, O traísse, O abandonasse, O negasse, constituindo-se-Lhe instrumento para o testemunho. Até hoje, no entanto, não faltam aqueloutros que O amam, O seguem e dão-Lhe a vida, a fim de que Ele brilhe iluminando todas as consciências humanas.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis 
De “Luz da Esperança” 
Psicografia de Divaldo Pereira Franco


15 janeiro 2018

Um breve recado para os abortista de plantão - Jorge Hessen



UM BREVE RECADO PARA OS ABORTISTA DE PLANTÃO


Sobre a legalização do aborto, é inadmissível que pequeníssima parcela da população brasileira, constituída por alguns intelectuais, políticos e profissionais dos meios de comunicação e embebida de princípios materialistas e relativistas venha a exercer tamanha pressão na legislação brasileira. Até porque os norte-americanos estão despertando desse pesadelo hediondo da legalização do assassinato doloso de bebês nos ventres. Na contramão desse despertar americano contra o aborto, há no Brasil insanos defensores dessa prática (causídicos estes que um dia tiveram o direito de nascer) pugnando para que o aborto seja legalizado em nossa Pátria.

O primeiro país da era pós-moderna a legalizar o aborto foi a União Soviética, em 8 de novembro de 1920. Os hospitais soviéticos instalaram unidades especiais denominadas abortórios, concebidas para realizar as operações em ritmo de produção em massa. A segunda nação a legalizar o abortamento foi a Alemanha nazista, em junho de 1935, mediante uma reforma da Lei para a Prevenção das Doenças Hereditárias para a Posteridade, que permitiu a interrupção da gravidez de mulheres consideradas de “má hereditariedade” (“não-arianas” ou portadoras de deficiência física ou mental).

Gerald Warner, no Scotland on Sunday, assegura que “o lugar mais perigoso do mundo para uma criança na Escócia é o útero da mãe. Em 2010, a mortalidade infantil levou 218 crianças escocesas à morte”. [1] Ao explanar qualquer coisa sobre o alarmante delito de aborto sempre tropeçaremos em histórias assombrosas.

Não nos enganemos, a medicina que executa o aborto nos países que já o legalizaram é uma medicina criminosa. Não há lei humana que atenue essa situação ante a Lei de Deus. E há outra discussão que também se levanta: a legitimidade ou não do aborto quando a gravidez é consequente a um ato de violência física. No caso de estupro, quando a mulher não se sinta com estrutura psicológica para criar o filho, a Lei deveria facilitar e estimular a adoção da criança nascida, em vez de promover a sua morte legal.

O Espiritismo, considerando o lado transcendente das situações humanas, estimula a mãe a levar adiante a gravidez e até mesmo a criação daquele filho, superando o trauma do estupro, porque aquele Espírito reencarnante terá possivelmente um compromisso passado com a genitora.

Com exceção da gestação que coloque em risco a vida da gestante, quaisquer outras justificativas são inaceitáveis para uma mulher decidir pelo aborto. Se compreendesse as implicações sinistras que estão reservadas para quem aborta, certamente refletiria milhões vezes antes de extinguir um ser indefeso do próprio ventre. Somente num caso a Doutrina Espírita admite o aborto: quando a gestação coloca em risco a vida da gestante, pois disseram os Espíritos a Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, questão 359, que é preferível sacrificar o ser que não existe a sacrificar o que existe.

Nunca é demasiado advertir que no aborto criminoso se fermentam as grandes enfermidades da alma, as grandes obsessões, alimentando o pátio de sanatórios e de prisões. No aspecto psíquico, o remorso é uma perigosa energia que vai corroendo gradualmente o equilíbrio emocional e permite aflorar desajustes mentais que estavam subjacentes, abrindo campo à loucura propriamente dita, sob o enfoque médico, e aos tormentos espirituais (obsessão), no argumento espírita.

Óbvio que não lançamos as execrações da censura impiedosa àquelas que estão envolvidas na via sombria do aborto já cometido, até para que não caiam na vala profunda do desalento. Expressamos argumentos cujo intento é iluminá-las com o farol da elucidação para que divisem mais adiante a opção do Trabalho e do Amor, sobretudo nas adoções de filhos rejeitados que presentemente estão empilhados nos orfanatos.

Jorge Hessen

Referência:

14 janeiro 2018

Jovens sem Regras e sem Limites - Carlos Antônio de Barros

 

JOVENS SEM REGRAS E SEM LIMITES


Por que uma grande parcela de nossa juventude é intolerante, desafiadora e não acata regras para o bom convívio social? Especialistas em Psicologia e Pedagogia juvenil apontam a falta de um código ético e moral que estabeleça uma ideologia existencial capaz de modelar um novo caráter, com base na disciplina e na responsabilidade pessoal desses jovens rebeldes.

Obviamente faz-se necessário a presença dos pais no processo educativo dos filhos, principalmente na vida daqueles com tendência a caminhar na contramão dos bons costumes. O papel da escola, neste contexto, é secundário.


Os filhos que não recebem aconchego afetivo, carinho e orientação, dificilmente vão entender o que seja solidariedade, tolerância e amor ao próximo. Acabam desenvolvendo valores contrários e a incapacidade de suportar as diferenças. Tornam-se pessoas extremamente egoístas, narcisistas e violentas.


Só enxergam o outro como um “inimigo natural” por ele pensar, falar e viver diferente de sua “tribo”. Esses jovens, sem regras e sem limites, estão entre todas as classes socioeconômicas do País. Sobrevivem de sentimentos que deformam a natureza espiritual humana: ciúme, inveja, intriga, maledicência, ódio e indiferença à dor e ao sofrimento dos outros.


A educação tem um papel regulador no comportamento e na conduta de jovens que vivem em crises existenciais profundas. Os pais, atentos e solidários, devem estabelecer o diálogo como uma ponte segura de entendimento com seus filhos insatisfeitos com a vida que levam.

Os pais devem dialogar com seus filhos com franqueza e respeito, permitindo aos jovens a livre manifestação de seus confusos sentimentos em relação à vida, à sua família e a si próprios. Erros devem ser reconhecidos de ambas as partes, sem nenhum constrangimento. O perdão sincero não pode ser esquecido.


No mundo conturbado em que vivemos, tão saturado de materialismo, estresse, desigualdade, preconceito, ansiedade, medo e má vontade, o ser humano experimenta um processo assustador de animalidade brutal. Parece cada vez mais distante de conhecer a si mesmo, de desenvolver o bom senso e fazer uso da racionalidade para entender os princípios elementares da civilidade e do amor que enobrece a alma quando se propõe a amar e amar-se incondicionalmente.


Os nossos filhos trazem o frescor da juventude física na vida presente, mas são espíritos experimentados em tantas provas que viveram em outras encarnações. Se apresentam caráter fraco e leviano decerto não souberam vencer as provas as quais se submeteram no passado.


Carecem certamente do nosso reforço moral para um ajustamento espiritual que os faça enxergar a oportunidade que estão recebendo sem mérito próprio. Amá-los é o remédio mais indicado para ajudar na cura do orgulho e do egoísmo que os enfraquecem, moralmente, diante dos desafios da vida terrena.


Carlos Antônio de Barros

Grupo Espírita Casa do Caminho de S.Vicente


Local: Rua Jacob Emmerick, 903 - Centro - S.Vicente/SP
Grupo Espírita Casa do Caminho de S.Vicente
Propósito, História e Programação


O Grupo Espírita Casa do Caminho é uma entidade que foi criada com o intuito de levar o estudo, auxilio espiritual e o conhecimento da doutrina espírita Kardequiana a todos que a procurarem. Esta entidade é sem fins lucrativos, nós trabalhamos com afinco para construirmos nossa sede própria. Almejamos ampliar tanto o nosso espaço físico, como o nossa assistência aos carentes que nos procuram.


***

Dirigente da Casa: Jussara Faria

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Resumo de sua história


Um grupo de 12 amigos, começou a se reunir todas as terças-feiras para fazer o evangelho. Um ano depois, ou seja, em 20/01/1996, após muitas reuniões, iniciou-se a Casa do Caminho, dava-se assim o início aos trabalhos ao público, onde a maior intenção era levar ao próximo os seus ensinamentos da doutrina e assistência espiritual.

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PROGRAMAÇÃO SEMANAL

SEGUNDA-FEIRA (NOITE)
Atendimento Fraterno das 18:30hs às 19:00hs
Musicaterapia das 19:00hs às 20:00hs
Palestra das 20:00hs às 20:30hs
Passes e Água Fluidificada.

TERÇA-FEIRA
Curso de Educação Mediúnica (Trabalho Privativo)
das 19:30hs às 21:00hs

QUINTA-FEIRA
Tratamento Médico Espiritual (Cirurgia)  às 17:30 hs
(Trabalho Privativo)

SEXTA-FEIRA

Desobsessão às 19:30 hs (Trabalho Privativo)


SÁBADO
Atendimento Fraterno às 14:00hs
Palestra e  Passes às 15:30hs
Evangelização Infantil às 17:00hs
ESDE (Estudo Sistematizado da  Doutrina Espírita) às 17:00hs

LINKS:
Deste Blog: http://www.gecasadocaminhosv.blogspot.com
Facebook: https://www.facebook.com/gecasadocaminhosv


13 janeiro 2018

Somos descartáveis? - Ângela Maria Telles



SOMOS DESCARTÁVEIS?


“Não ajuntem riquezas aqui na Terra, onde as traças e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e roubam. Pelo contrário, ajuntem riquezas no Céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las. Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês”. (1)

O sinal mais característico da imperfeição é o interesse pessoal, sendo notório de inferioridade o apego às coisas materiais. (2)

Quando o nosso ego domina nossas ações temos atitudes egoísticas de somente satisfazer nossos desejos e vontades, sem medir as consequências por essa escolha.

Aprendemos que é necessário nos desapegarmos, para tanto se faz necessário mantermos a nossa alma livre das coisas exteriores, procurando nos libertar das paixões, do ódio e de todos os impulsos que o geram.

Precisamos praticar a abnegação e o desprendimento de nós mesmos. Desapegar-nos da ideia, da imagem que os outros têm de nós.

A felicidade consiste em desapegar-nos das situações e sentimentos que impedem que fechemos ciclos, com o objetivo de iniciar etapas novas. É importante assegurar de que tenhamos o cuidado de não ficarmos magoados e, principalmente, não deixarmos mágoas nos outros.

Não significa que devemos amar menos ou nos descuidarmos, ao contrário, enquanto o amor liberta e cuida, o apego aprisiona e sufoca.

O verdadeiro amor é aquele que liberta, rompendo as algemas do egoísmo, do orgulho e do ressentimento.

A libertação pelo amor, como afirma o Espírito Joanna de Ângelis, é o luminoso caminho para encontrarmos a plenitude e praticarmos a caridade. As atitudes de caridade moral, representadas pelo perdão, pelo sorriso generoso, pela doação de ternura e pela renúncia aos embustes do nosso ego, são as expressões mais elevadas da caridade. (3)

Numa hora como esta, em que vivemos com tanta violência, desagregação e conflito, que o amor luarize a nossa saudade! Que o amor pacifique a nossa ansiedade! Que o amor, à semelhança de um punhal, penetre-nos a alma, rasgando-nos a treva interior e deixando brilhar a luz da esperança, a fim de que a felicidade seja como uma legítima fada, cantando um hino de paz dentro de nossas vidas. (3)

No mundo informatizado em que vivemos, na atualidade, estamos transferindo o desapego para pessoas. Vivemos um modelo descartável de relacionamentos. Basta um clique e adicionamos mais um amigo a uma lista cada vez mais interminável, lista essa que alimenta um ego cada vez mais poderoso, sustentando curtidas e visualizações.

E nesse mundo condicionado a cliques, imagens, emoticons, somos cada vez mais visualizados e aplaudidos, desde que digamos, postemos, fotografemos o nosso lado luz, tal quais as luzes de um teatro que ao levantar as cortinas dá-se inicio ao show das ilusões, do efêmero.

Não temos paciência para os desagradáveis, para aqueles que questionam. Aproximamo-nos e tão rapidamente nos afastamos, porque é o momento do desapego, do descartável. A estes respondemos com um novo clique e com a agilidade de dedos de um ilusionista e apagamos o enfadonho amigo.
“Pertencemos à geração do descartável, ‘desinventamos’ o duradouro”.

Resistência e boa qualidade tornaram-se palavras sem sentido, o máximo que admitimos é a obsolência planejada.

Tudo tem prazo de validade, precisa mudar.

Esse “descartismo” contaminou os sentimentos.

Os sentimentos não mudaram, mas agindo como se eles fossem descartáveis magoamos e oferecemos sofrimento.

Os relacionamentos estão sendo como conexões, facilmente se ligam e se desligam. Vivemos na cultura da substituição.
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. (4)
Cativar significa fazer o outro gostar de você e implica uma responsabilidade.

Se criamos laços com as pessoas é para que elas gostem de nós, por isso somos bonzinhos, educados e amáveis. Usamos esses argumentos para cativar. Sem pensar na responsabilidade que é o outro gostar de nós e a consequência disso. A consequência de ter uma pessoa que investiu em você, investiu em sentimentos.

As coisas que vivemos aqui passam, mas o bem que praticarmos aqui é o que vai embora, que vai conosco, que nos leva a evoluir. Construímos laços, exatamente, para realizarmos as provas que vivemos aqui.

Não pensamos muito nas responsabilidades, porque responsabilidade sufoca. Preferimos viver na superficialidade dos relacionamentos e não criarmos vínculos.

Às vezes, estamos diante de uma fonte generosa e continuamos sedentos, porque nos negamos a beber a água pura. (5)

Precisamos aprender a amar com desapego, ampliar o número de nossos afetos, sem a ilusão da posse. Se formos chamados a nos ausentar, pela desencarnação, continuemos a valorizá-los, respeitando-os e ajudando-os. Estaremos no caminho do desapego, mas continuaremos a amá-los, da mesma forma. (6)

Que a paz de Jesus esteja com todos. Fonte: Agenda Espírita Brasil

Ângela Maria Telles


Referências Bibliográficas:
 
(1) Mateus 6:19-21

(2) O Livro dos Espíritos – Questão 895

(3) Sexo e Consciência. 1 ed./ Divaldo Pereira Franco; Lopes, Luiz Fernando (org.). Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 2013.

(4) O Pequeno Príncipe/ Antoine de Saint-Exupéry, (2001.p.74).

(5) O Despertar do Espírito/ pelo Espírito Joanna de Ângelis; psicografado por Divaldo Pereira Franco. Salvador, BA; Livraria Espírita Alvorada, 2000. Cap.7 (Relacionamentos Humanos)

(6) O Voo da Gaivota, cap. Colóquio Interessante, Espírito Patrícia – psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho.

12 janeiro 2018

Pá para você - Richard Simonetti



PÁ PARA VOCÊ


Observando pessoas no Centro Espírita, a procura de lenitivo para seus males, Chico comentava:
– Muitos desses nossos irmãos não precisam de tanto passe. Precisam mesmo de uma pá.

Traduzindo: precisam de serviço, algo para ocupar o tempo de forma produtiva. Há algumas observações interessantes sobre o assunto:

A ociosidade é como a ferrugem, gasta mais do que o trabalho. A chave em uso está sempre limpa. - Benjamin Franklin

Um ocioso é um relógio sem os dois ponteiros, inútil quando anda e quando parado. - Cowper

O homem ocioso é como água estagnada – corrompe-se. - Latena

A ociosidade é o anzol do demônio. - Tomás de Aquino

Um homem perfeitamente ocioso é um pecado ambulante. - Colecchi

Há um consenso, como vemos, em torno da necessidade de nos mantermos ativos, superando a tendência à indolência que caracteriza a humanidade.

Essa maneira de ser é tão arraigada no espírito humano que os teólogos medievais consideravam o Céu um local de beatitude, onde as almas se desvaneceriam na contemplação do Criador, em absoluto repouso. Daí falar-se diante da morte de pessoas que enfrentaram atribulações ou tiveram doença de longo curso.

– Finalmente descansou!
Ah! Esse terrível Céu de beatitude vazia, de descanso sem remissão, de ociosidade perene, de monótonos arpejos!…

Está muito mais para inferno!

Bem, amigo leitor, se você está consciente de que deve manter-se ativo, evitando a ociosidade, deve conhecer o que nos diz Sócrates: Não é ocioso apenas o que nada faz, mas é ocioso quem poderia empregar melhor o seu tempo.

Multidões elegem o fim de semana para viajar, ir à praia, ao cinema, ao shopping; ao futebol…

Nada disso é mau em princípio – um espairecimento, diria o leitor, indispensável ao nosso bem-estar.

Concordo com você, porém, se reconhecermos que não estamos em estação de férias na Terra, e sim para evoluir, tudo o que não represente empenho de aprendizado e exercício do Bem, com exceção das atividades relacionadas com a subsistência, será, em última instância, mera perda de tempo.

E, não raro, ensejo à perturbação. Comprometimentos morais, desvios de comportamento, vícios, adultério chegam sempre pela porta da ociosidade.

Quando Chico lembra a pá, não se refere apenas ao trabalho pela subsistência, envolvendo profissão, cuidados do lar…

Há que se considerar esforço do Bem, substituindo lazeres no mínimo improdutivos por iniciativas que nos enriqueçam espiritualmente, valorizando o tempo que Deus nos concede para as experiências humanas.

Há lazeres maravilhosos: visitar enfermos no hospital, preparar refeições para famílias carentes, distribuir cestas básicas, ler livros de caráter edificante, participar de seminários e conferências, adquirir conhecimentos…

São lazeres que nos colocam em sintonia com as Fontes da Vida. Sustentam o bom ânimo, alegram o coração e enriquecem a alma.

Por isso, se nas nossas saudações aos amigos e familiares desejamos–lhes paz, seria interessante, em favor deles, eliminar a letra z.

Assim, amigo leitor, concluo, dizendo-lhe, à maneira de Chico:

Muita pá para você!


Richard Simonetti


11 janeiro 2018

Vínculos que formam um espetáculo - Orson Peter Carrara



VÍNCULOS QUE FORMA UM ESPETÁCULO


Uma agradável festa de casamento trouxe reflexões importantes em data recente. Os vínculos familiares, as lembranças que saltam incontroláveis e mesmo o ambiente emotivo – próprio da ocasião –, levam às emoções.

Misturam-se as gerações, encontram-se e integram-se as famílias; os mais veteranos recordam, assustam-se com os novos que o tempo transformou em adultos. Curioso porque, ao mesmo tempo, os mais novatos (e aqui refiro-me às crianças mesmo) promovem o espetáculo da vida humana que se renova todo dia. Muitos estão ausentes, ou já se foram – gerando intensas saudades; outros trazem consigo os laços de futuras famílias que começam a se esboçar nos jovens casais de namorados.

Depois os abraços, as recordações, a visão de como o tempo passou. E, por mais paradoxal que possa parecer, também o futuro vivo mostrando-se com toda sua força e potencialidade. Que coisa linda é a vida! Que espetáculo de alegria e amor!

Nela concentram-se maturidade, a juventude, a inocência, a pureza. Nela também está a dificuldade, a esperança, o otimismo, a alegria, a tristeza. Igualmente mostram-se os quadros da diversidade de experiências que trazem a sabedoria, a prudência, o cuidado.

Por isso mesmo a vida familiar é das mais notáveis oportunidades que recebemos do Criador. É nesta permuta, neste intercâmbio, que crescemos. É justamente através das diferenças que um faz o que outro deixa de fazer; que um ajuda o outro; que um ensina, outro aprende. Estamos todos num grande processo de crescimento individual e coletivo.

Ora, pois é justamente através da família quem surgem os filhos; que o afeto se estabelece, que a estrutura ética, moral e psicológica se forma com segurança.

Por isso, todo investimento em favor da serenidade familiar é o melhor uso que podemos fazer de nosso tempo, de nossa capacidade. Estruturada a família, nos princípios do amor e do bem, do respeito ao semelhante, da honestidade, enfim, estaremos sendo partícipes de uma sociedade humana mais equilibrada. Não é notável isso?

Importante, pois, valorizar a família. Mas com um detalhe: nunca de forma egoísta, mas igualmente fomentando noções de solidariedade e cidadania. Fechar-se em si mesmo um grupo familiar é sinal evidente de fracasso, de equívoco no entendimento de seu verdadeiro papel.

Pare para pensar comigo, amigo leitor. Pense em sua família (também penso em meu grupo familiar). Que tesouro! Quantas alegrias, quanto aprendizado, quantas recordações, perspectivas e esperanças!

Você poderá alegar as dificuldades de convivência, enfermidades, os apertos financeiros e demais obstáculos de nosso tempo. Mas considere: são desafios de crescimento, são testes de maturidade. 

No final, o que fica mesmo não é o patrimônio dos bens materiais. O que prevalece mesmo (analise bem) são as emoções vividas. Só os sentimentos é que permanecem. Tratemos, pois, de valorizá-los adequadamente.

Orson Peter Carrara

10 janeiro 2018

Resiste à tentação - Fernando Rossit



RESISTE À TENTAÇÃO


Enquanto nosso barco espiritual navega nas águas da inferioridade, não podemos aguardar isenção de ásperos conflitos interiores. Mormente na esfera carnal, toda vez que empreendemos a melhoria da alma, utilizando os trabalhos e obstáculos do mundo, devemos esperar a multiplicação das dificuldades que se nos deparam, em pleno caminho do conhecimento iluminativo.

Contra o nosso anseio de claridade, temos milênios de sombra. Antepondo-se-nos à mais humilde aspiração de crescer no bem, vigoram os séculos em que nos comprazíamos no mal.
É por isto que, de permeio com as bênçãos do Alto, sobram na senda dos discípulos as tentações de todos os matizes.

Por vezes, o aprendiz acredita-se preparado a vencer os dragões da animalidade que lhe rondam as portas; todavia, quando menos espera, eis que as sugestões degradantes o espreitam de novo, compelindo-o a porfiada batalha.

Claro, portanto, que nem mesmo a sepultura nos exonera dos atritos com as trevas, cujas raízes se nos alastram na própria organização espiritual. Só a morte da imperfeição em nós livrar-nos-á delas.

Haja, pois, tolerância construtiva em derredor da caminhada humana, porque as insinuações malignas nos cercarão em toda a parte, enquanto nos demorarmos na realização parcial do bem.

Somente alcançaremos libertação, quando atingirmos plena luz.

Entendendo a transcendência do assunto, impossível, por agora, qualquer referência ao triunfo absoluto, porque vivemos ainda muito distantes da condição angélica; entretanto, bem-aventurados seremos se bem sofrermos esse gênero de lutas, controlando os impulsos do sentimento menos aprimorado e aperfeiçoando-o, pouco a pouco, à custa do esforço próprio, a fim de que não nos entreguemos inermes às sugestões inferiores que procuram converter-nos em vivos instrumentos do mal.


Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
lição 101 – Pão Nosso - FEB